A Arm está apostando na inteligência artificial para melhorar a experiência de jogos para dispositivos móveis.
As coisas mais importantes que você precisa saber
- As novas tecnologias Arm com inteligência artificial, como NSS e NFRU, alcançam uma eficiência de desempenho quatro vezes maior e reduzem a movimentação de memória em 70%, permitindo uma jogabilidade mais fluida a 120 quadros por segundo.
- O processador G2-Ultra NX integra uma unidade de traçado de raios física de terceira geração, melhorando o desempenho em 24% e aumentando a eficiência do traçado de raios para objetos complexos em até 70% por meio de Micromapas de Opacidade.
- O grande salto nos gráficos para dispositivos móveis depende da redução da carga de trabalho das unidades de processamento gráfico (GPUs) por meio de inteligência artificial e hardware especializado, e requer o apoio de desenvolvedores, como no jogo Where Winds Meet.
Nos últimos anos, os jogos de computador têm dependido fortemente da inteligência artificial (IA) para extrair gráficos melhores e taxas de quadros mais altas do hardware. Agora, a Arm pretende trazer um conceito semelhante para os smartphones que carregamos no bolso.

A Arm apresentou a Mali G2-Ultra NX, a primeira GPU móvel projetada com aceleração neural personalizada integrada diretamente ao hardware gráfico. Isso pode parecer complexo, mas a ideia por trás disso é surpreendentemente simples: em vez de exigir que a GPU processe cada pixel e quadro com força bruta, a inteligência artificial (IA) pode ajudar a preencher algumas das lacunas. Para jogos mobile, onde a duração da bateria e a dissipação de calor são tão importantes quanto o desempenho bruto, isso pode representar um avanço significativo.
Como seu smartphone pode exibir gráficos de forma mais eficiente?
Uma das adições mais interessantes é o Neural Super Sampling (NSS). Um jogo pode ser renderizado em uma resolução mais baixa, reduzindo a carga na GPU, e então a inteligência artificial (IA) é usada para reconstruir a imagem em uma resolução mais alta. Essa é a mesma filosofia que tornou o upscaling uma parte crucial dos jogos de PC modernos. A Arm também oferece o Neural Frame Rate Upscaling (NFRU), que pode criar quadros adicionais entre os renderizados pela GPU. O resultado pode ser uma experiência de jogo mais fluida sem que o hardware precise realizar toda a renderização por conta própria.

Existe também a tecnologia Neural Super Sampling and Denoising (NSSD), projetada para aprimorar e amplificar cenas complexas, especialmente ao usar ray tracing. A Arm apresentou algumas dessas tecnologias no Projeto Neural Dawn, desenvolvido em colaboração com a Sumo Digital. Segundo a empresa, suas tecnologias de renderização neural proporcionaram uma eficiência de desempenho quatro vezes maior, além de reduzir a movimentação de memória externa em até 70%. A Arm prevê ainda que o NFRU ajudará os celulares a manterem a jogabilidade a 120 quadros por segundo, tornando as telas de alta taxa de atualização dos celulares significativamente mais vantajosas para jogos exigentes.
O ray tracing em celulares também está recebendo uma nova atualização.
A inteligência artificial não é a única coisa que está mudando. O processador G2-Ultra NX também recebe a unidade de ray tracing físico de terceira geração da Arm, projetada para lidar com iluminação, reflexos, sombras e geometria mais complexos sem o mesmo consumo de memória. A Arm afirma um desempenho até 24% melhor em testes de benchmark em comparação com a geração anterior, além de uma melhoria de 14% no desempenho para jogos que não dependem muito de IA. Em outras palavras, mesmo jogos que não utilizam técnicas sofisticadas de processamento neural se beneficiarão.

A empresa também está adicionando suporte de hardware para sua tecnologia Opacity Micromaps, que pode tornar o traçado de raios de objetos complexos, como folhas, tecidos e superfícies parcialmente transparentes, significativamente mais eficiente. Em uma demonstração da Arm, essa tecnologia melhorou as taxas de quadros em 30%, reduzindo a carga de trabalho do traçado de raios em até 70%. É claro que o hardware por si só não fará com que todos os jogos para Android pareçam títulos de PC de última geração. Os desenvolvedores ainda precisam dar suporte a essas tecnologias. A Arm afirma que Where Winds Meet estará entre os primeiros jogos a integrar sua Tecnologia Neural, dando-nos uma prévia do que a nova GPU realmente pode fazer além das demonstrações técnicas. No entanto, se os desenvolvedores abraçarem essa tendência, o próximo grande salto nos gráficos móveis pode não vir simplesmente de tornar as GPUs mais rápidas, mas de fazê-las executar significativamente menos trabalho.
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