As coisas mais importantes que você precisa saber
- Dan obtém um lucro líquido de mais de US$ 1000 em um único curso de confeitaria vespertino para 40 participantes, o que destaca a alta rentabilidade de cursos de treinamento práticos e focados na experiência.
- O sucesso em preencher as vagas dos cursos depende de parcerias estratégicas (como a da KC Wine Co. com seu público fiel) e marketing direcionado por meio de anúncios no Facebook, marketing boca a boca e mensagens de acompanhamento.
- O atrativo do curso reside na sua natureza prática e na oferta de benefícios tangíveis às participantes, como fermento natural fresco e massa para fazer pão em casa, criando uma experiência criativa e social destinada a mulheres com mais de quarenta anos.
É sábado à tarde em Kansas City, e a sala de barricas da KC Wine Co. tem um leve cheiro de barris de vinho — mas principalmente de pão quentinho, recém-fermentado, saído direto do forno.
💪 Projeto paralelo:
Aulas de panificação
Kansas City Sourdough Co.
💰 Receita: Mais de US$ 1,000 por mês
🗓️ Data de início: 2023
Citação em destaque:
“Aquela primeira aula, que foi realizada na sala de jantar de um amigo, provou que a ideia tinha uma base sólida — mesmo que o forno mal desse conta da demanda.”
Manchas de farinha se espalham pelas mesas em caminhos irregulares, e pequenas nuvens caem no chão sempre que alguém se move.
Perto das janelas, um grupo de pessoas se reúne, debruçadas sobre tigelas de mistura, mangas arregaçadas, rindo entre intervalos silenciosos de amassamento.
Em primeiro plano, Dan Ansaldo, usando um avental da KC Sourdough Co., anima a sala. Dan ministra apenas uma dessas aulas por mês, mas é o suficiente para ganhar mais de US$ 1,000 depois das despesas — uma boa renda extra para algo que começou como um hobby de fim de semana.
Desde a primeira experiência com amigos, ele transformou o evento em um sucesso de público com a ajuda de uma vinícola local, marketing inteligente e uma coordenação que permite que as pessoas levem para casa seu próprio fermento e um pão em processo de fabricação.
De experiências na cozinha a salas de aula superlotadas
Ansaldo aprendeu a arte e a ciência da panificação com fermento natural em 2017 — "antes de virar tendência", disse ele. Na época, era simplesmente uma maneira de fazer um pão melhor para sua esposa e filhos, "uma opção saudável, mas principalmente para o prazer de comer". Um de seus primeiros pães, de alho e parmesão, "ficou delicioso".
Por um tempo, a panificação ficou em segundo plano. "Eu meio que deixei de lado quando nos mudamos algumas vezes", disse Dan. Então chegou 2020 e, com mais tempo em casa, ele reativou seu fermento e retomou o hábito.
Em 2023, já era um hábito deixar um pão esfriando na bancada. Às vezes era só para a família; outras vezes, amigos pediam para comprar um. Naquele mesmo ano, uma mulher da igreja dele começou a pedir que ele a ensinasse. "Ela disse que meu pão era o melhor que já tinha provado e queria que eu compartilhasse minhas técnicas", ele lembra.
Ele concordou, mas o teste inicial — com cerca de dez amigos na sala de jantar dela — revelou rapidamente as limitações. Tigelas de mistura ocupavam cada centímetro da bancada, e o forno só comportava uma fornada de pão por vez.

Encontrar o lugar certo não foi fácil. Tinha que acomodar um grande número de pessoas sem parecer lotado, ser perto o suficiente para que as pessoas não hesitassem em vir e ter uma atmosfera que fizesse valer a pena sair de casa. Em abril de 2025, chegou um e-mail do proprietário da KC Wine Co., que tinha assistido às suas aulas online.
A sala de barricas da vinícola atendia a todos os requisitos: mesas espaçosas para cada convidado, luz natural abundante e uma atmosfera que convidava as pessoas a permanecerem por mais tempo. Com o espaço garantido, Dan pôde se concentrar nos detalhes — o preparo, o processo e as pessoas.
Por dentro da aula de confeitaria de 1000 dólares
Não se trata apenas de uma pausa rápida para os participantes e padeiros. Dan passa cerca de dez horas se preparando antes da chegada da primeira pessoa. "Eu assava alguns pães com antecedência para que as pessoas pudessem prová-los durante o evento", diz ele. O resto? Medir os ingredientes, embalar os utensílios e tigelas, imprimir as receitas. Ah, e garantir que todos levem fermento natural fresco para casa.
Quando há aula na KC Wine Co., Dan chega cedo — às vezes muito cedo. "As mesas precisam ser arrumadas, os fermentos naturais precisam ser trazidos e tudo precisa estar pronto", diz ele. Quando os convidados chegam, tudo está preparado: tigelas para misturar, espátulas para massa, sacos de farinha — tudo pronto para usar.

Eles começam provando um pão quentinho e crocante. Depois, é hora da prática. Cada um mistura, amassa e mede os ingredientes em sua respectiva estação. Por fim, preparam a massa para assar em casa no dia seguinte. Dan diz: “Eles adoram levar para casa algo que fizeram com as próprias mãos. Não é só teoria — é deles.”
O público? Principalmente mulheres com mais de 40 anos. Muitas vêm em pares ou pequenos grupos. "É criativo. É social", explica Dan. "Muitas nunca fizeram pão antes, mas viram na internet e querem experimentar."
Dan diz que o atrativo dessa atividade para esse grupo reside no fato de ser uma forma de expressão criativa — uma oportunidade de desacelerar e experimentar algo novo com outras pessoas.

Todas as reservas são feitas pelo site deles e os pagamentos são processados via Stripe. Reembolsos? Somente até uma determinada data. Dan alerta: "Se você permitir cancelamentos muito em cima da hora, ficará com lugares vazios". E-mails de lembrete enviados alguns dias antes ajudam a reduzir o número de faltas.
Todo esse esforço se acumula — então, como isso se traduz em preços e lucros?
Preços e rentabilidade
Normalmente, Dan tem cerca de 40 pessoas em suas aulas de panificação. Isso gera um lucro líquido de mais de US$ 1000 por apenas uma tarde de aula. Uma aula por mês como essa resulta em aproximadamente US$ 12,000 por ano — nada mal para um hobby que se transformou em um negócio maior.
Os ingressos variam de US$ 30 a US$ 50, dependendo do que está incluído na aula. Isso pode incluir uma degustação de pão, todos os ingredientes e utensílios usados durante a aula, além de fermento fresco e um pouco de massa para levar para casa. "É mais do que apenas aprender a fazer massa", diz Dan. "Você sai com algo que pode assar no dia seguinte — e fermento para continuar fazendo Plus."

Ao pesquisar, você perceberá que as aulas práticas de culinária geralmente custam entre setenta e cinco e cem dólares por pessoa — especialmente se incluírem comida ou brindes para levar para casa. Os preços do Dan são um pouco mais baixos, mas ainda oferecem um excelente custo-benefício.
O preço foi determinado por meio de tentativa e erro, e comparando-o ao custo de experiências locais semelhantes. Oferecer às pessoas algo tangível para levar para casa, juntamente com as habilidades adquiridas, facilita a justificativa do preço.
Quanto à carga de trabalho? Ele diz: "Não é meu trabalho em tempo integral e, francamente, estou confortável com isso." Manter a carga baixa garante a diversão e que todas as vagas nessas aulas sejam preenchidas.
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Preencher todos os assentos: a estratégia de marketing de Dan
A KC Wine Co. não é apenas o local onde Dan dá aulas — é também uma de suas maiores divulgadoras. A vinícola tem uma base de fãs online fiel, e quando eles publicam algo sobre a participação dele, a notícia alcança muito mais pessoas do que ele conseguiria sozinho. "Eles têm um público consolidado que já confia neles", disse Dan. "Se eles dizem que vale a pena participar, as pessoas ouvem."
No entanto, ele não fica apenas sentado esperando as vagas se esgotarem. Por volta do Dia das Mães, por exemplo, ele rapidamente criou um folheto usando o Canva — nada sofisticado — e lançou anúncios no Facebook direcionados a pessoas que procuram presentes de última hora. "Todo mundo entra em pânico na semana anterior", disse ele com um sorriso. O anúncio funcionou. Todas as vagas para a sessão de junho se esgotaram em poucos dias.
Grande parte de suas gravações ainda vem de recomendações boca a boca. Ex-alunos contam para seus amigos, ou voltam com eles na próxima vez. Dan gosta desse aspecto. "É uma espécie de confiança inerente — se seu amigo gosta, você acha que também vai gostar."
Ele também publica muitas fotos e vídeos curtos dos bastidores. Não são nada muito elaborados — apenas fotos instantâneas de mesas cobertas de farinha ou pessoas rindo enquanto amassam a massa —, mas dão uma ideia real do que está acontecendo no ambiente.

O acompanhamento é outra parte importante. Dan envia e-mails para os participantes anteriores e para qualquer pessoa que tenha demonstrado interesse na aula. Às vezes, é apenas uma mensagem rápida sobre a próxima aula; outras vezes, é um lembrete de que "as vagas estão se esgotando rapidamente". De qualquer forma, isso ajuda a reduzir o absenteísmo e garante que os alunos retornem.
Sempre que surge uma oportunidade natural — como feriados, eventos locais ou mesmo mudanças sazonais — ele a incorpora em suas campanhas de marketing. Ele diz: "Você precisa dar às pessoas um motivo para se inscreverem imediatamente."
Como diz Dan: “Mantenha-se conectado ao lugar onde você ensina, às pessoas que você ensinou e ao que está acontecendo ao seu redor. Fazendo isso, você verá que as vagas se esgotam quase que automaticamente.”
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Conselhos do Dan para quem quer começar um negócio paralelo baseado em cursos de formação.
Dan nunca teve a intenção de transformar a panificação em um negócio paralelo . Tudo começou quando ele assava pão para os amigos. Eventualmente, alguém sugeriu que ele criasse um curso. O aspecto de ensino veio depois, juntamente com sistemas que possibilitavam repetir a experiência sem esforço.
Ele diz: “Não comecei com um grande plano. Foi apenas um teste, com um grupo de amigos, e fui descobrindo as coisas conforme avançava.”
A partir daí, ele descobriu o que valia a pena repetir: uma configuração simples, um local adequado e um preço razoável que cobrisse seu tempo e esforço. Um roteiro o ajudou a manter tudo funcionando sem problemas do início ao fim. Ele também aprendeu que agendar os cursos em horários em que as pessoas já estavam procurando algo para fazer — como feriados e fins de semana movimentados — facilitava o preenchimento das vagas.
Para quem pensa em criar um negócio paralelo baseado em cursos, o básico é fundamental: dê às pessoas um motivo para falar sobre a experiência, mantenha-se organizado e facilite o processo de inscrição. Você pode ir além oferecendo um brinde especial, incentivando os participantes a compartilhar fotos durante o curso, coletando e-mails para eventos futuros ou fazendo parcerias com empresas vizinhas que atraiam o mesmo público.
Para Dan, nunca se tratou de realizar o máximo de sessões possível ou cobrar o preço mais alto possível. Tratava-se de fazer com que a agenda se encaixasse no resto da sua vida — e de manter a experiência suficientemente agradável para que ele quisesse repeti-la.
💡 Dicas profissionais: Orientações do Dan para gerenciar um ciclo de panificação
- Priorize a experiência. “Um pão excelente é importante, mas a sensação que o ambiente transmite desde o momento em que as pessoas entram também é fundamental.”
- Escolha seus parceiros com cuidado. Um local que possui público próprio e a atmosfera adequada pode facilitar muito a promoção.
- Aproveite o calendário. Feriados, mudanças sazonais e eventos locais são ótimos motivos para reservar agora em vez de adiar.
- Ofereça aos seus convidados mais do que apenas lembranças. Massa, fermento inicial ou qualquer outro presente tangível para mantê-los engajados após o curso.
- Mantenha a simplicidade. Ferramentas simples, receitas fáceis e uma maneira clara de fazer as coisas tornam mais fácil se concentrar no ensino em si.
- Estabeleça um ritmo que você consiga manter. “Uma vez por mês me convém — mantém a demanda alta e evita que eu fique esgotado.”
Próximos passos para a KC Sourdough Co.
Dan tem várias ideias em desenvolvimento. Uma delas é um curso de treinamento sob demanda que os participantes podem assistir a qualquer momento — pausando, retrocedendo ou retornando uma semana depois, se necessário. Ele também tem recebido pedidos para sessões privadas em grupo, e a venda de pães na feira de produtores aos sábados ainda está entre as opções em consideração.
Outras possibilidades estão rabiscadas em um quadro branco na cozinha dele: um pacote incluindo um ingresso e um "kit inicial", doces festivos, uma série de pães de fermentação natural para o Dia das Mães e talvez uma noite de sopa e pão no outono. Até mesmo workshops corporativos foram cogitados.
Independentemente do rumo que tomar, a essência não mudará: um curso prático no qual os participantes sairão com algo que fizeram com as próprias mãos — e talvez um pouco de fermento natural para manter o hobby em casa.
De volta à sala de barris da KC Wine Co., a próxima sessão já está agendada. As mesas serão postas, as massas fermentadas preparadas e mais quarenta pessoas sairão com pão quentinho nas mãos. Para Dan, isso basta: uma tarde por mês que se paga, mantém viva sua paixão pela panificação e dá à sua comunidade um motivo para voltar.







