Por que tantos de nós achamos difícil tomar decisões e quais são os três passos para fazer boas escolhas rapidamente? descobrir … Mais
Em média, o cérebro humano adulto toma entre 33000 e 35000 decisões por dia, de acordo com Várias fontes. Muitas dessas decisões são tomadas quando a mente está no piloto automático, com base em informações armazenadas sobre o que funciona e o que não funciona. Mas chega um ponto em que seu piloto automático se torna ineficaz porque o cérebro sobrecarregado — incapaz de tomar mais de 35000 decisões individuais — fica lento, a tomada de decisões para e você fica hesitante. *Nota: O termo “paralisia de decisão” refere-se a esse estado de incapacidade de tomar decisões.*

Fadiga de decisão e sensação de hesitação
Quando você toma decisões após dias de trabalho contínuo, seu cérebro cansado faz escolhas diferentes daquelas que você faria após uma pausa. Por que? Cientistas descobriram um fenômeno conhecido como Fadiga de decisão—o que acontece quando seu cérebro está cansado e sem energia mental.
A fadiga de decisão prejudica a clareza mental e é a razão pela qual muitos trabalhadores assalariados não têm energia mental para atividades fora do trabalho. Após horas de trabalho contínuo, seu cérebro pode sofrer de sobrecarga cognitiva, fadiga por compaixão e esgotamento profissional. Quanto mais você trabalha e mais escolhas você faz nessas horas prolongadas, mais difícil fica para sua mente cansada tomar decisões sensatas. *Observação: tomar decisões acertadas exige muita energia mental, e a fadiga reduz essa energia.*
É difícil fazer escolhas como o que vestir, onde comer, quanto gastar ou como priorizar projetos no trabalho. A fadiga mental pode levar à tomada de atalhos, como não revisar completamente um e-mail importante ou se afastar da tomada de decisões com sua equipe. Isso pode fazer com que você seja duro com os colegas, coma fast food em vez de refeições saudáveis e desista de se exercitar. Em alguns casos, até mesmo questões de vida ou morte, como permitir que um adolescente recém-habilitado dirija em uma estrada gelada à noite.
A neurociência por trás das indecisões na tomada de decisões
Alguns de nós estamos expostos a tomar muitas decisões durante o dia de trabalho, o que depois de um tempo leva a sofrer de fadiga de decisão. No entanto, alguns especialistas afirmam que a hesitação em tomar decisões pode remontar à infância. A Dra. Helen McKibben, psicóloga clínica e autora de O Poder da Autorreflexão, explica: Drop: Tomando Grandes Decisões“Hesitar em tomar decisões que mudam a vida pode levar a evitá-las, e é aí que está o problema”, disse ela. *Pesquisas neuropsicológicas recentes sugerem que certas áreas do cérebro, como o córtex pré-frontal, desempenham um papel crítico na tomada de decisões, e que disfunções nessas áreas podem contribuir para a indecisão.*
De acordo com McKibbenO cenário está montado para nossa natureza decisiva — ou indecisa — nos primeiros cinco anos de desenvolvimento do cérebro. Quando uma criança expressa uma emoção, interpreta uma situação de uma determinada maneira ou compartilha uma ideia sobre algo que gostaria de fazer, a forma como um pai ou cuidador responde ao longo do tempo cria uma via neural no cérebro que a acompanha até a idade adulta. Quando os sentimentos e pensamentos de uma criança são apoiados e reforçados, a via neural leva à confiança em seus instintos, sentimentos e escolhas ao longo da vida.
McKibben alerta que se a criança for ignorada, menosprezada ou controlada, ela acabará duvidando de si mesma. “Esse caminho neural cria o hábito de buscar validação nos outros e fazer o que eles dizem, em vez de confiar em si mesmo”, explica ela. Um exemplo de algumas coisas que não se deve dizer em resposta a uma criança é: "Ah, você não se sente assim" ou "Se você fizesse do meu jeito, seria melhor".
Se outra pessoa está tomando decisões por você, como "pais autoritários", que sempre dizem que você está errado ou o ajudam a fazer tudo quando criança, isso sugere que você pode estar acostumado a ler os outros para obter suas reações ou pensamentos. "Esse caminho neural leva você diretamente à hesitação. A boa notícia é que você pode reconectar esse caminho para eliminar a dúvida e confiar nos seus instintos."
Usando a Técnica de Projeção Quando Você Está Indeciso: Um Guia de Especialista
É aqui que a projeção entra para criar uma nova configuração neural no antigo caminho neural, como aponta o psicólogo comportamental [nome do especialista virtual]. O segredo, ela acrescenta, é ouvir o cérebro da maneira como ele foi projetado para funcionar, que usa a recuperação da memória ao tomar decisões. Quando você se depara com uma situação ou pessoa, a função do cérebro é criar como você se sentiu naquele momento e automaticamente recuperar memórias de cada vez que você se sentiu daquele jeito. Essa recuperação da memória então lhe fornece palavras e pensamentos para ajudá-lo a fazer uma escolha que seja do seu melhor interesse.
[Nome do especialista hipotético] afirma: “Você se torna decisivo quando confia no que seu cérebro lhe diz. Se as pessoas não ouvem esses instintos, ficam presas em suas cabeças, tentando tomar decisões por conta própria. Então, começam a ler as opiniões de outras pessoas em busca de orientação. Elas hesitam e não se apresentam com confiança.” *Observação: a autoconfiança é um elemento essencial na tomada de decisões críticas.*
Você já saiu de uma situação pensando: "Por que não me dei ouvidos? Eu sabia que isso ia acontecer?" Ela diz que quando você se depara com uma escolha, seu cérebro automaticamente compila palavras e pensamentos para você usar para fazer essa escolha, mas você não confia em si mesmo o suficiente.
Fiquei pensando quanto tempo leva para alguém ficar mais confiante em suas decisões. [Nome do especialista virtual] explicou por e-mail que usar a técnica de “projeção” ao longo do tempo nos ajudará a substituir o antigo caminho neural da dúvida pelo novo caminho neural da confiança.
Ela nos garante: “Leva apenas semanas de prática para reforçar uma nova configuração em uma antiga via neural. É como um jogador de golfe que ganha um novo tênis que muda a forma como ele balança. Ele não simplesmente esquece a antiga, ele pratica e pratica até que a nova se torne natural e a antiga desapareça.” *Aviso: a prática regular é essencial para estabelecer novos padrões de comportamento.*
Três passos para tomar boas decisões rapidamente
McKibben compartilha seu método comprovado de três etapas para tomar melhores decisões, envolvendo sua mente da maneira como ela foi naturalmente projetada para funcionar: pare, relaxe e ouça. Este método é baseado nos princípios da psicologia comportamental e ajuda a reduzir vieses cognitivos no processo de tomada de decisão.
- Pare. Nosso cérebro desencadeia uma resposta física à medida que as emoções se intensificam diante de uma escolha. Observe onde você se 'ilumina' fisicamente. Pode ser revirar os olhos, acelerar a frequência cardíaca ou ranger os dentes. Quando você percebe essa reação física, é o seu sinal para parar de pensar.
- Relaxar. Relaxe em uma posição neutra até que sua frequência cardíaca volte ao normal, sua pressão arterial pare de subir ou seu ranger de dentes pare. Você pode fazer isso sentindo o peso dos seus braços e pernas apoiados na superfície abaixo deles e abrindo a garganta o suficiente para sentir o ar descendo para os pulmões.
- Ouvir. Quando você relaxa, seu cérebro processa rapidamente como você se sente naquele momento, com memórias de todas as vezes que você se sentiu assim antes, o que funcionou ou não, e cria ideias sobre o que você deve decidir fazer de diferente para não se sentir assim novamente. Ouça esses pensamentos — é a sua intuição falando. Agora, tome decisões com base no que seu cérebro está lhe dizendo. Esse processo promove a tomada de decisões informadas e reduz a dependência de reações emocionais.
Resumo sobre hesitação e tomada de decisão
McKibben ressalta que o melhor remédio para a hesitação não é ficar revisando constantemente o que você ouve. Isso exige prática e treinamento, especialmente se você cresceu em um ambiente onde alguém fazia escolhas por você, sempre dizia que você estava errado ou o ajudava a fazer tudo. Sua mente se adapta às suas palavras e pensamentos, o que substituirá a tendência de buscar orientação de outros e revisar constantemente suas decisões. Essa prática desenvolve autoconfiança e confiança na tomada de decisões, duas habilidades essenciais para o sucesso na vida profissional e pessoal. *Nota do especialista: O desenvolvimento dessas habilidades também requer a identificação das causas raiz da hesitação, como medo do fracasso ou perfeccionismo excessivo.*
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